A POESIA DE AL BERTO E O DESCENTRAMENTO POÉTICO PELA DESCONSTRUÇÃO DO SUJEITO
Palavras-chave:
Al Berto; Flâneur; Descentramento do Sujeito.Resumo
O estudo objetivou demonstrar se a poesia de Al Berto resultou de um processo de observação revolucionário e propositivo, buscando o resgate da valorização da subjetividade e do afeto, valendo-se da herança do flâneur. A metodologia adota foi revisão bibliográfica e teve como referencial literário a obra “O Medo”. Foi apresentado que o descentramento do sujeito epistemológico influenciou no declínio de sujeito lírico e no nascimento da poesia moderna e contemporânea, a qual contém uma escrita com alta densidade corporal. Mostrou-se, também, que dado contexto de queda do sujeito atomizado deu origem ao flâneur, sujeito da modernidade poética fruto do estilhaçamento do argumento autocêntrico. Ademais, foi demonstrado que a poesia albertiana é resultado de um processo de observação do mundo contemporâneo devastado pela solidão do contato entre corpos sem identidades, sendo ela a própria representação da flânerie atualizada. Al Berto cria a sua própria linguagem ao interagir com o leitor por meio do poema. O autor interpenetra imagens concebidas intersubjetivamente e propõe a valorização da subjetividade e o resgate do afeto, até então destruído pelo paradigma de vida contemporâneo, uma “vida de infinito caos”.
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