ALQUIMISTAS DO ORDINÁRIO E TESSITURAS SURREALISTAS: REPRESENTAÇÕES DO “REAL”, VOZES E IMAGENS DO INVISÍVEL NAS POESIAS PORTUGUESA E BRASILEIRA CONTEMPORÂNEAS

Autores

  • Elizabete Farias de Castro FURG

Palavras-chave:

Poesia Contemporânea Brasileira; Poesia Contemporânea Portuguesa; Surrealismo; Representações do “real”.

Resumo

Enquanto são privilegiadas ideias, temáticas, abordagens e estéticas realistas, o olhar voltado ao submerso do mundo é sempre revolucionário e visionário, pois busca penetrar o íntimo do que quer ser visto inviolável. Em todas as épocas, a humanidade relaciona-se com o “real” que excede, mas também se nutre, (d) o material de modo profundamente simbólico, de onde insurgem (re)criações do mundo sensível e do mundo das ideias elaboradas a partir da abstração dos sentidos. Na modernidade, o Surrealismo fez da criação poética, num estado entre sono e vigília, uma arte voltada ao mundo, pelo que nele pode ser experienciado e fingido de forma ontológica, teológica ou suprassensível. Tais elaborações abstratas, semioticamente complexas, têm sua razão de ser pela abstração do pensamento linear, nas fundações da realidade percebida. Assim, poderemos observar, amparados pelos contributos dos estudos antropológicos e filosóficos do imaginário, repercussões dessa estética na poesia contemporânea portuguesa e brasileira, nomeadamente em poemas de Isabel Meyrelles, Leonora Rosado, Roberto Piva e Rita Medusa.

Biografia do Autor

Elizabete Farias de Castro, FURG

Mestre em Letras com ênfase em História da Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Rio Grande – FURG

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Publicado

2026-04-18

Como Citar

Farias de Castro, E. (2026). ALQUIMISTAS DO ORDINÁRIO E TESSITURAS SURREALISTAS: REPRESENTAÇÕES DO “REAL”, VOZES E IMAGENS DO INVISÍVEL NAS POESIAS PORTUGUESA E BRASILEIRA CONTEMPORÂNEAS. Revista E-Scrita, 15(1), 54–69. Recuperado de https://revistasuniabeu.com.br/index.php/revista-e-scrita/article/view/114

Edição

Seção

Dossiê: “Nada toca em nada? Atualidade e tradição na poesia contemporânea de língua portuguesa (diálogos)”