A FORMAÇÃO DOCENTE EM PORTUGUÊS LÍNGUA ADICIONAL COM FOCO EM APRENDIZES SURDOS: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO
Palavras-chave:
Políticas Linguísticas. Formação de Professores de PLA. Comunidades Surdas.Resumo
Neste trabalho, discutimos de que maneira os projetos pedagógicos dos cursos de Letras têm promovido formação eficiente para a docência em português língua adicional para surdos, bem como por meio de quais alternativas esses espaços formativos são construídos como ações situadas de políticas linguísticas em universidades públicas do Rio de Janeiro (RAJAGOPALAN, 2013). Baseando-nos em estudos sobre políticas linguísticas para comunidades bi/plurilíngues minorizadas (ALTENHOFEN, 2013; CAVALCANTI, 1999; COÊLHO, 2019; MAHER, 2013; SILVA, 2017), analisamos criticamente os PPCs dos cursos de Letras (Português) de cinco universidades públicas do Rio de Janeiro, averiguando a presença/ausência de disciplinas obrigatórias e optativas sobre PLA, suas ementas e abordagens para aprendizes surdos. Os resultados demonstram que as universidades analisadas se dividem em 04 perfis relativos a: (i) oferta de disciplinas obrigatórias de PLA sem necessariamente abordar aprendizes surdos; (ii) oferta de disciplinas optativas de PLA e disciplina obrigatória de ensino de leitura e escrita para surdos; (iii) ausência de disciplinas obrigatórias de PLA; e (iv) expansão, para além da grade curricular, de debates formativos sobre PLA para surdos no âmbito da pesquisa e da extensão. Oferecemos, assim, um panorama da premência de políticas linguísticas para a construção de arcabouços teóricos e metodológicos para professores de língua portuguesa diante da realidade plurilíngue brasileira, em especial, para comunidades surdas.
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