A REPRESENTAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO TRAUMA EM SOLITO, A MEMOIR, DE JAVIER ZAMORA

Autores

Palavras-chave:

Solito, Memoir, Trauma, Javier Zamora

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar a representação e a ressignificação do trauma em Solito, a memoir, de Javier Zamora. O livro consiste em um relato autobiográfico em que o autor narra seu deslocamento de El Salvador aos Estado Unidos, aos nove anos de idade, para reunir-se com os pais, que para lá emigraram quatro anos antes. Guiado por coyotes e sem a companhia de familiares, ele atravessa a fronteira na terceira tentativa, após enfrentar fome, sede, frio e detenção pela patrulha de fronteira estadunidense. O livro foi escrito, segundo o autor, como uma forma de superar o trauma. Em nossa análise, situamos a obra no conjunto de narrativas denominadas escritas de si (Foucault, 2004; Lejeune, 2008, Hees, 2013) e, em seguida, o analisamos com foco nas experiências vividas pelo narrador, abordando especificamente a questão da superação do trauma com base nas perspectivas teóricas de Cathy Caruth(1995), Márcio Seligmann- Silva (2008) e Jhonathan Cohen (1985).

Biografia do Autor

Shirley de Souza Gomes Carreira, UERJ

Doutora em Literatura Comparada; Professora Adjunta da UERJ e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da UERJ, Procientista UERJ/FAPERJ. Bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ-C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico- CNPq.

Thayssa da Silva de Vasconcelos, UERJ

Bolsista de Iniciação Científica da FAPERJ Projeto 26/200.631/2025. Graduanda em Letras - Português/Inglês do curso de Licenciatura em Letras da Faculdade de Formação de Professores da UERJ

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Publicado

2026-04-15

Como Citar

de Souza Gomes Carreira, S., & da Silva de Vasconcelos, T. (2026). A REPRESENTAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO TRAUMA EM SOLITO, A MEMOIR, DE JAVIER ZAMORA. Revista E-Scrita, 16(2), 443–459. Recuperado de https://revistasuniabeu.com.br/index.php/revista-e-scrita/article/view/30