A PERÍFRASE VERBO-NOMINAL NO PORTUGUÊS BRASILEIRO: UM ESTUDO DA VARIAÇÃO POR PADRÃO DISCURSIVO ENTRE CONSTRUÇÕES COM O VERBO-SUPORTE “DAR”
Palavras-chave:
Gramática de Construções. Variação por paradigma discursivo. Construções com verbo-suporte DAR.Resumo
O artigo versa sobre a variação por padrão/paradigma discursivo entre construções com
verbo-suporte do tipo [DAR (uma/a/sua) X-ada] e [DAR (uma/a) X-ida], como: “dar (a) partida”,
“dar (a/uma) saída”, “dar (a/uma/sua) arrancada”, “dar (a) largada”, “dar (uma) começada”, “dar
uma iniciada” e “dar (a/uma) entrada”. Objetivamos observar o grau de instabilidade dessas
perífrases verbo-nominais e averiguar a relação entre variação e padrão/paradigma discursivo.
Acreditamos que o significado de algumas construções é mais estável do que o de outras, em função
de sua associação a um contexto particular/ “domínio de aplicação”. Os dados foram retirados do
Google (diversos domínios discursivos) e submetidos a uma análise quantitativa e qualitativa. Para
tanto, baseamo-nos nos pressupostos teóricos da Linguística Funcional, da Sociolinguística e da
Gramática de Construções (GOLDBERG, 1995, 2006; TRAUGOTT & TROUSDALE, 2013;
MACHADO VIEIRA, 2016). A fim de verificar quais seriam as motivações para a variação e se
haveria diferenças semânticas ou pragmáticas entre as construções, observamos a temática, o gênero
textual, o tipo de ato de fala, o tipo de determinante e seu número, a concretude do complemento das
perífrases verbo-nominais e a possibilidade de equivalência com verbo simples. Os resultados indicam
que, embora todas as construções em análise indiquem aspecto inceptivo, há diferença entre elas a
depender do contexto discursivo em que se encontram (padrão/paradigma discursivo).
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