CLARICE LISPECTOR: A CRIAÇÃO COMO ALEGRIA DIFÍCIL

Autores

  • Luiz Lopes CEFET-MG
  • Raimundo Sousa UFMT

Palavras-chave:

Clarice Lispector; A paixão segundo G.H.; Alegria difícil.

Resumo

Este ensaio pretende efetuar uma leitura do quinto romance de Clarice Lispector, A paixão segundo G.H., publicado em 1964, a partir de um diálogo entre literatura e filosofia. Tomamos como ponto de partida as relações entre a literatura clariciana e a filosofia trágica de Friedrich Nietzsche para demonstramos como, nesse romance, a escritora brasileira constrói um universo relacionado ao pensamento trágico que afirma o corpo, o não-saber e a vida como devir. Não se trata de ler o texto literário como romance filosófico, mas, antes, como texto pensante e também como livro que discute a criação, no seu sentido mais amplo, como possibilidade de alegria. Nesse exercício de leitura, evidenciamos que o romance possui como uma de suas linhas de força a perspectiva de um saber trágico e, em seguida, demonstramos que a noção de alegria difícil/criação constitui outra linha de força, também relacionada ao saber trágico.

Biografia do Autor

Luiz Lopes, CEFET-MG

Doutor em Estudos Literários (Teoria da Literatura e Literatura Comparada) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor de Literatura no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

Raimundo Sousa, UFMT

Doutor em Estudos Literários (Teoria da Literatura e Literatura Comparada) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor Adjunto de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Publicado

2026-04-16

Como Citar

Lopes, L., & Raimundo Sousa, R. (2026). CLARICE LISPECTOR: A CRIAÇÃO COMO ALEGRIA DIFÍCIL. Revista E-Scrita, 16(1), 64–74. Recuperado de https://revistasuniabeu.com.br/index.php/revista-e-scrita/article/view/37

Edição

Seção

Dossiê: Estudos Liter´ários