BEBEU, PERDEU: AS RELAÇÕES HIPOTÁTICAS EM SLOGANS COMPOSTOS POR ORAÇÕES JUSTAPOSTAS
Palavras-chave:
Justaposição; Funcionalismo; Relações proposicionais.Resumo
Apresenta-se, neste artigo, a justaposição como um procedimento sintático assim como a coordenação e a subordinação são. Isso porque as gramáticas tradicionais consideram a justaposição como um aspecto referente à forma como as orações aparecem no período composto e, por isso, essas são frequentemente associadas à coordenação assindética. Assim, buscou-se analisar sintática e semântica essas estruturas em mídias impressas, já que estas configuram contextos reais de comunicação. Para alcançar tal objetivo, analisam-se cláusulas justapostas extraídas de um corpus constituído por slogans de propagandas cadastradas na Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP). A base teórica empregada parte das contribuições de autores funcionalistas, tais como Mann & Thompson (1988), Decat (1999), Rodrigues e Gonçalves (2015), para citar alguns, e dos trabalhos de Azeredo (1990; 2000), Halliday (1985) no que se refere à revisão dos conteúdos circunstanciais das orações. Assim, a partir da análise dos dados, considerou-se que a justaposição é um procedimento sintático já que essa se caracteriza pela autonomia sintática, pela ausência de conector introduzindo as cláusulas e pela interdependência semântica. No que tange às relações proposicionais, observou-se que as cláusulas justapostas mais recorrentes pertencem ao grupo de causalidade, seguidas pelas integrantes do grupo intermediário e pelas do grupo de condicionalidade.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Adriana Cristina Lopes Gonçalves Mallmann

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A aprovação dos artigos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação nesta revista. O(s) autor(es) autoriza(m) ao Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPLIN) a reproduzi-lo e publicá-lo na revista e-scrita entendendo-se os termos “reprodução” e “publicação” conforme definição do artigo 5° da Lei 9610/98. O(s) autor(es) continuará(rão) a ter os direitos autorais para publicações posteriores. O artigo poderá ser acessado pela rede mundial de computadores (http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras), sendo permitidas, a título gratuito, a consulta e a reprodução de exemplar do artigo para uso próprio de quem o consulta. Casos de plágio ou quaisquer ilegalidades nos textos apresentados são de inteira responsabilidade de seus autores.
