TRAJETÓRIAS DE FÉ: O MÉTODO AUTOETNOGRÁFICO NA COMPREENSÃO DAS PRÁTICAS DE REZADEIRAS DA BAIXADA FLUMINENSE.
Palabras clave:
autoetnografia, Baixada Fluminense, memória socialResumen
Este artigo apresenta um relato autoetnográfico sobre a construção de saberes e práticas de cura por meio de ervas e rezas na Baixada Fluminense. Partindo da trajetória da autora como erveira e neta de rezadeira, a investigação utiliza a "escrevivência" para qualificar a representação de sujeitos periféricos em sua relação com o território, com foco na transmissão geracional de conhecimentos ancestrais negro-indígenas, analisando as trajetórias de Dona Josefa, matriarca da família, e das rezadeiras Beth, Luiza e Célia. A análise revela uma "ciência própria" que resiste ao racismo religioso e à medicina moderna. Portanto, o processo biográfico e a memória são ferramentas fundamentais para a compreensão da realidade social, revelando a reza não apenas como ato místico, mais como ferramenta de cuidado comunitário, e preservação de identidades ancestrais em contextos urbanos complexos, onde o "dom" é tecnologia, sobrevivência e preservação de identidades ancestrais, reafirmando a importância de validar saberes populares como produções científicas legítimas, fundamentais na compreensão das dinâmicas sociais contemporâneas.
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- 2026-07-30 (2)
- 2026-07-29 (1)
