RELAÇÕES INTERTEXTUAIS ENTRE AS SÉRIES DE TV GRIMM – CONTOS DE TERROR E CIDADE INVISÍVEL
Palavras-chave:
Intertextualidade. Séries de TV. Contos de fadas. Contos populares.Resumo
Os contos de fadas, assim como o folclore brasileiro têm fascinado crianças e adultos através dos tempos. E quando os personagens fantásticos são materializados nas telas do cinema e/ou da TV, esse fascínio se torna real. Os contos de fadas, originados na Alemanha, através dos famosos contos dos irmãos Grimm, têm feito parte da cultura e do imaginário popular por séculos. No Brasil, os seres míticos ou entidades que povoam o imaginário popular em diferentes partes do país também têm em sua história aspectos que permeiam a cultura e a identidade de um povo. Em 2011, a rede americana de televisão NBC lançou a série de TV Grimm – contos de terror, com seis temporadas. Misturando elementos fictícios com a vida real, os autores conseguiram ganhar a admiração dos telespectadores pela série. No Brasil, em 2021, a plataforma de streaming Netflix lançou a série de TV chamada Cidade invisível. Nesta série, as entidades folclóricas brasileiras servem de pano de fundo para desenhar todo o seu roteiro, fazendo com que o show atraísse a atenção de críticos e de admiradores de suspense e ação, levando a série para além da primeira temporada. Para tanto com o intuito de situar e conceituar o gênero apresentado, teremos como aportes teóricos Bazerman (2007), Koch, Bentes e Cavalcante (2007), Marcuschi (2008). E para analisarmos características intertextuais existentes entre as duas séries de TV. Para situar o artigo na perspectiva da intertextualidade, trarei como aporte teórico Cavalcante (2013) e Milanez (2015) e Mozdzenski (2009). A intertextualidade nos fala de vozes outras dentro de um ato discursivo. Kristeva (1974) nos leva a inferir que um texto sempre ecoa vozes de outros textos com referências mais facilmente identificáveis ou mais distantes, isso faz com que o leitor use conhecimentos mais apurados para chegar a uma análise mais precisa. Foram considerados, também, aspectos quanto às relações de derivação, posto que, dentre os tipos de intertextualidade, encontramos o pastiche, que “se caracteriza pela imitação de um estilo de um autor ou de traços de sua autoria” (CAVALCANTE, 2013, p. 165).
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