EXPERIÊNCIAS DE (TRANS)FORMAÇÃO DE UMA PROFESSORA DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL E COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO
Palavras-chave:
Português como língua adicional; Português como língua de acolhimento; Formação de professores.Resumo
Este trabalho é um relato de experiência apoiado em pressupostos metodológicos de cunho qualitativo e autoetnográfico e tem por objetivos refletir acerca da trajetória de (trans)formação de uma professora de Português como Língua Adicional (PLA) e Português como Língua de Acolhimento (PLAc) na disciplina de Estágio III do curso de Licenciatura em Letras e no Programa MoVe de ensino de português para falantes de outras línguas, ambos ocorridos no IFG nos períodos de 2019 a 2021, e demonstrar a importância de considerar o outro no processo de ensino-aprendizagem de uma língua. Por tratar-se do ensino de uma língua não materna, o que ocorreu inicialmente foi uma tendência à generalização da/o aluna/o de PLA/PLAc como um indivíduo vazio que busca aprender acerca da língua e da cultura brasileira. Além disso, há a ideia de que turmas de PLA/PLAc são homogêneas, o que foi desconstruído desde o primeiro contato com as/os aprendizes. As/Os alunas/os tinham metas particulares a serem alcançadas e isso não as/os impedia de se posicionarem como seres sociais, com formação cultural, ideológica e linguística consolidadas. A partir dessa diversidade, a professora vivenciou um ensino-aprendizagem multicultural, onde respeitar e acolher as diferentes opiniões e formações dos indivíduos presentes nas interações possibilitou a quebra de preconceitos e a (des)construção de conhecimentos, pensamentos e ações.
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