ENTRE EVA E LILITH: MITOS E ARQUÉTIPOS EM MARGARIDA LA ROCQUE: A ILHA DOS DEMÔNIOS (1949), DE DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ
Resumo
Este trabalho explora as formas pelas quais o feminino é representado culturalmente, tendo como objeto a reincidência de mitos e arquétipos no romance Margarida La Rocque: A ilha dos demônios (1949), de Dinah Silveira de Queiroz. Entre outras formas, recorrem dois modelos gerais; o primeiro corresponde ao padrão comportamental de subserviência e culpa, construído pelo mito bíblico de Eva, e o outro se relaciona a insubmissão e demonização pela reprodução do mito pagão de Lilith. Ao situar a obra de Queiroz na utilização desses modelos, objetiva-se investigar de que modo as imagens arquetípicas de Eva e Lilith se articulam na jornada da heroína, considerando a reconfiguração do paradigma mítico da busca na perspectiva da mulher. De abordagem qualitativa, investida em uma pesquisa bibliográfica de cunho analítico-interpretativo, o artigo tem como base, principalmente, os pressupostos teóricos de: Jung (2000; 2008), Eliade (1972; 1992), Meletínski (2006), Durand (1985; 2012), Douglass (2013), Koltuv (1997), Federici (2023) e Sicuteri (2023). Desse modo, é possível apontar que a obra em análise dimensiona o processo de reinterpretação de narrativas mitológicas, permitindo a reavaliação das concepções que o feminino tem carregado há tempos.
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Copyright (c) 2026 Tharcylla Beatriz Fontenele Oliveira, Maria Suely de Oliveira Lopes

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