CINEMA E PERCEPÇÃO RELIGIOSA DE MUNDO: OCASO DE METROPOLIS (1927)

Autores

  • Paulo Nogueira PUC - Campinas

Palavras-chave:

Cinema e religião, mito, Edgar Morin, Psicologia do cinema, Metrópolis

Resumo

Neste artigo argumentamos que o cinema, linguagem da imagem técnica e semioticamente híbrida, imbrica estruturas antropológicas afetivas e conectivas com uma percepção onírico-imagética do mundo. Este processo simbiótico está ligado à concepção mágica e mitopoética do mundo, base do pensamento religioso. Esta sobreposição do cinema com o “cinematógrafo interior”, de ordem onírica, o torna um espaço virtual de criação do religioso e potencializador de um tipo de experiência religiosa técnica e secular. Em outras palavras, cinema não é apenas eventualmente composto de temas religiosos, ele também é capaz, sob certas condições técnicas e psíquicas, de produzir percepções, e eventualmente experiências, que chamaríamos de religiosas. Fundamentamos nossa proposta ao apresentar dois aspectos da produção e da experiência cinematográfica que, ao nosso ver, a tornam facilitadora de percepção de mundo religiosa: a) sua complexidade semiótica e sua potência de produção de sentido, e b) a relação da imagem cinematográfica e da experiência de assistir filmes com elementos antropológicos fundamentais. Por fim, explicitamos a proposta comentando o enredo e algumas cenas do filme Metrópolis, dirigido por Fritz Lang, de 1927.

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Publicado

2026-07-30

Como Citar

Nogueira, P. (2026). CINEMA E PERCEPÇÃO RELIGIOSA DE MUNDO: OCASO DE METROPOLIS (1927). Revista E-Scrita, 17(1), 120–133. Recuperado de https://revistasuniabeu.com.br/index.php/revista-e-scrita/article/view/355

Edição

Seção

Dossiê: Ressonâncias da Bíblia na Literatura